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IEGM: o guia completo do Índice de Efetividade da Gestão Municipal

Atualizado em outubro de 2026, com dados do exercício 2024 · Autor: Danilo Velloso, fundador e CEO da Ana Smart Solutions

O que é, quais estados aplicam, o que o questionário pergunta, como a nota é calculada e o que o Tribunal de Contas reconhece como boa prática. Com dados dos 644 municípios paulistas e das 22 boas práticas do catálogo do TCESP.

O IEGM (Índice de Efetividade da Gestão Municipal) é um indicador anual dos Tribunais de Contas que mede se a prefeitura tem plano, estrutura, controle e entrega em sete áreas: educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, meio ambiente, defesa civil e governança de tecnologia. Criado pelo TCESP, com primeiros dados consolidados em 2015, é aplicado hoje em pelo menos 18 estados e no Distrito Federal.

O que é o IEGM

O IEGM não mede se a conta fecha. Mede se a gestão entrega. A prefeitura responde a um questionário anual sobre planos, estrutura, processos e serviços, e o Tribunal soma a essas respostas dados que já tem em sistemas oficiais, como execução orçamentária, cobertura vacinal e desempenho escolar. O resultado é uma nota por dimensão e uma nota geral, de A a C.

"A fiscalização e a orientação podem andar de mãos dadas em prol da sociedade." Conselheira Cristiana de Castro Moraes, presidente do TCESP, na cerimônia de 10 anos do IEG-M, em 13/10/2025.

IEGM no Brasil: quais estados aplicam

O índice nasceu no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Em 2016, o Instituto Rui Barbosa (IRB) criou a Rede Nacional de Indicadores Públicos (Rede Indicon) para levar o IEGM a todo o país. No exercício 2024, o portal IEGM Brasil do IRB registra 18 unidades da federação e 2.623 municípios. Somados os 644 municípios paulistas avaliados pelo TCESP, são cerca de 3.267 prefeituras, perto de 59% do país.

Mapa geográfico do Brasil com as unidades da federação que aplicam o IEGM (exercício 2024) Mapa geográfico oficial das 27 unidades da federação brasileiras classificadas por status de aplicação do IEGM no exercício 2024: estados que aplicam segundo o portal do IRB (preenchimento ciano), estados que aplicam com resultado próprio como SP pelo TCESP e RN pelo TCE-RN (preenchimento verde) e estados que assinaram o termo de adesão de 2016 e não aparecem no portal do exercício 2024 (preenchimento âmbar). Acre (AC): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Alagoas (AL): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Amazonas (AM): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Amapá (AP): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Bahia (BA): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Ceará (CE): Assinou o termo de 2016 e não aparece no portal do exercício 2024 Espírito Santo (ES): Assinou o termo de 2016 e não aparece no portal do exercício 2024 Goiás (GO): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Maranhão (MA): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Minas Gerais (MG): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Mato Grosso do Sul (MS): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Mato Grosso (MT): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Pará (PA): Assinou o termo de 2016 e não aparece no portal do exercício 2024 Paraíba (PB): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Pernambuco (PE): Sem registro no portal do IRB (exercício 2024) nem no termo de 2016 Piauí (PI): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Paraná (PR): Sem registro no portal do IRB (exercício 2024) nem no termo de 2016 Rio de Janeiro (RJ): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Rio Grande do Norte (RN): Aplica com resultado próprio Rondônia (RO): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Roraima (RR): Assinou o termo de 2016 e não aparece no portal do exercício 2024 Rio Grande do Sul (RS): Assinou o termo de 2016 e não aparece no portal do exercício 2024 Santa Catarina (SC): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) Sergipe (SE): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024) São Paulo (SP): SP: 644 municípios no TCESP (resultado próprio) e capital no portal do IRB Tocantins (TO): Assinou o termo de 2016 e não aparece no portal do exercício 2024 Distrito Federal (DF): Aplica o IEGM segundo o portal do IRB (exercício 2024)
● Aplica o IEGM, segundo o portal do IRB (exercício 2024): AC, AL, AM, AP, BA, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PB, PI, RJ, RO, SC, SE, SP (capital).
◆ Aplica com resultado próprio: SP (TCESP, 644 municípios, com capital no portal do IRB) e RN (TCE-RN).
▲ Assinou o termo de 2016 e não aparece no portal do exercício 2024: CE, ES, PA, RR, RS, TO.
○ Não listado no portal do IRB (2024) nem no termo de 2016: PE, PR.
UF Tribunal Municípios no exercício 2024
ACTCE-AC22
ALTCE-AL93
AMTCE-AM41
APTCE-AP16
BATCM-BA361
DFTCDF1
GOTCM-GO217
MATCE-MA116
MGTCE-MG769
MSTCE-MS55
MTTCE-MT115
PBTCE-PB141
PITCE-PI187
RJTCE-RJ e TCM-RJ67 e 1
ROTCE-RO52
SCTCE-SC295
SETCE-SE73
SPTCM-SP (capital)1

Fonte: IRB, portal IEGM Brasil, consultado em 19/10/2026; TCESP, notícia de 29/04/2016; TCE-RN, portal do IEGM. Cada Tribunal publica manual e calendário próprios.

As sete dimensões

O índice analisa a máquina municipal em sete pilares transversais por meio de questionários e comprovações documentais específicas. A seguir, detalhamos o foco de cada área, o peso no IEGM geral, o número de quesitos (TCESP, exercício 2024) e a pergunta de maior peso:

i-Educ (Educação)

Peso: 20% 292 quesitos

Mede a infraestrutura escolar, vagas em creches, cumprimento do Plano Municipal de Educação e qualificação dos professores. O erro comum é apresentar números de vagas sem o plano pedagógico correspondente.

Pergunta de maior peso: Escolas com auto de vistoria do bombeiro vigente e reparos em dia.

i-Saúde (Saúde)

Peso: 20% 160 quesitos

Mede a atenção básica, vacinação, exames preventivos, estoques de medicamentos e cumprimento de metas do SUS. O Tribunal busca consistência nos registros e tempo de atendimento ao paciente.

Pergunta de maior peso: Cobertura do Calendário Nacional de Vacinação.

i-Plan (Planejamento)

Peso: 20% 90 quesitos

Analisa o alinhamento das leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) com as metas fiscais e físicas. O tribunal rejeita orçamentos puramente fictícios que não refletem a execução e investimentos reais do período.

Pergunta de maior peso: Coerência entre indicadores dos programas e metas das ações.

i-Fiscal (Gestão Fiscal)

Peso: 20% 120 quesitos

Foco nas exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, limites de gastos com pessoal, capacidade de arrecadação própria e nível de endividamento. O tribunal busca blindagem orçamentária.

Pergunta de maior peso: Resultado da execução orçamentária.

i-Amb (Meio Ambiente)

Peso: 10% 107 quesitos

Aferição de saneamento básico, coleta seletiva, descarte de resíduos sólidos e licenciamento ambiental local. Evidências esperadas incluem contratos de concessão ativos e laudos de destinação.

Pergunta de maior peso: Coleta seletiva em todas as regiões do município.

i-Cidade (Defesa Civil)

Peso: 5% 65 quesitos

Mede o planejamento para áreas de risco, prevenção de enchentes e estrutura de resposta a desastres. O tribunal avalia a presença física de comitês ativos e relatórios preditivos de segurança.

Pergunta de maior peso: Mapeamento próprio das ameaças do território.

i-Gov TI (Governança de TI)

Peso: 5% 60 quesitos

Avalia PDTIC, política de segurança da informação, sistemas, integração, serviços online e cumprimento da Lei de Acesso à Informação.

Pergunta de maior peso: Serviços oferecidos online ao cidadão.

Cartão Peso Quesitos (TCESP, exercício 2024) Pergunta de maior peso
i-Educ20%292Escolas com auto de vistoria do bombeiro vigente e reparos em dia
i-Saúde20%160Cobertura do Calendário Nacional de Vacinação
i-Plan20%90Coerência entre indicadores dos programas e metas das ações
i-Fiscal20%120Resultado da execução orçamentária
i-Amb10%107Coleta seletiva em todas as regiões do município
i-Cidade5%65Mapeamento próprio das ameaças do território
i-Gov TI5%60Serviços oferecidos online ao cidadão

i-Gov TI (Governança de Tecnologia da Informação) e PDTIC

A governança de TI tem recebido uma atenção especial e rigorosa dos tribunais de contas nos últimos anos. Esta dimensão não avalia se a prefeitura comprou computadores novos ou instalou internet de alta velocidade nas escolas, mas sim a capacidade de planejar e gerir seus recursos de tecnologia de forma segura e alinhada ao orçamento.

O i-Gov TI avalia premissas severas, tais como: a existência de um PDTIC (Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação) ativo e formalizado por meio de comitê específico, processos bem definidos de segurança de dados e conformidade com a LGPD, inventários atualizados de sistemas estruturantes, e planos formais de recuperação de desastres.

O TCESP afirma, em vídeo de 10/10/2025, que quase 70% dos municípios não possuem plano diretor de tecnologia da informação (IEG-M 2024, ano-base 2023). No exercício 2024, 408 dos 644 municípios paulistas, 63,4%, declararam não possuir PDTIC.

O erro comum da maioria dos municípios nesta área é a ausência de um plano formal aprovado. Muitas prefeituras realizam compras de sistemas ou licenças de forma avulsa (sem conexão com um plano estratégico de TI), o que resulta em pontuação mínima nessa dimensão e derruba a média geral do IEGM do município de forma automática. Os blocos 3 (segurança) e 8 (sistemas e integração) do i-Gov TI são também os que mais se ligam ao SIAFIC. Veja /siafic.

Fato de Autoridade

O ecossistema DIRECITY GOV foi desenvolvido sob a perspectiva de quem já gerenciou essa realidade de dentro. O método reúne a experiência técnica de ex-secretários de tecnologia municipais que responderam diretamente aos questionários do IEGM e enfrentaram as auditorias in loco do tribunal, resultando em uma plataforma desenhada sob medida para garantir a conformidade real.

Como a nota é calculada

Cada dimensão vale até 1.000 pontos. A nota geral pondera as sete dimensões: educação, saúde, planejamento e gestão fiscal pesam 20% cada; meio ambiente, 10%; defesa civil e tecnologia, 5% cada. A faixa A exige 90% da nota máxima e pelo menos cinco dimensões em A. Por isso, quem ignora as dimensões de 5% não chega à nota máxima.

Manual do IEGM do TCESP (exercício 2024), capítulo de faixas de resultado:

Nota Faixa Critério
AAltamente efetivaIEGM maior ou igual a 90% da nota máxima e ao menos 5 dimensões com nota A
B+Muito efetivaDe 75% a menos de 90%
BEfetivaDe 60% a menos de 75%
C+Em fase de adequaçãoDe 50% a menos de 60%
CBaixo nível de adequaçãoMenos de 50%

O mesmo modelo de faixas vale para cada dimensão. Além da pontuação, o manual traz regras que rebaixam a nota mesmo com bom questionário:

Situação Efeito
Descumprir o art. 29-A da Constituição (repasse à Câmara)Dimensão realocada para C
Despesa com pessoal do Executivo acima de 54%i-Fiscal perde uma faixa
Operações de crédito acima das despesas de capital liquidadasi-Fiscal perde uma faixa
Descumprir o art. 42 da LRF (regra de fim de mandato, retirada no exercício 2025)i-Fiscal perde uma faixa
FUNDEB abaixo de 90% aplicado no exercícioi-Educ perde uma faixa
FUNDEB profissionais da educação abaixo de 70%i-Educ perde uma faixa
Aplicação em educação abaixo de 25%i-Educ perde uma faixa
Aplicação em saúde abaixo de 15%i-Saúde perde uma faixa
IQR (aterro) classificado como inadequadoi-Amb perde uma faixa

Parte da nota não depende do que a prefeitura responde. Os quesitos de maior peso do planejamento são calculados pelo Tribunal a partir da coerência entre metas, indicadores e gastos.

O que o IEGM pergunta

O questionário do TCESP tem 750 perguntas, e a planilha de instrução soma 894 quesitos com os indicadores calculados pelo Tribunal (exercício 2024). Estas são as perguntas que mais pesam em cada dimensão.

i-Plan (planejamento)
  • Os resultados dos indicadores dos programas são coerentes com as metas das ações? (até 250 pontos, calculado pelo Tribunal)
  • O resultado físico das metas é coerente com os recursos financeiros usados? (até 250 pontos, calculado)
  • Os documentos de planejamento foram entregues no prazo? (até 150 pontos)
  • Quais aspectos são analisados no acompanhamento e avaliação do PPA?
  • Os indicadores são mensuráveis e coerentes com as metas físico-financeiras?
  • O acompanhamento da execução orçamentária retroalimenta o replanejamento?
  • Quais planos setoriais foram incorporados ao PPA?
i-Fiscal (gestão fiscal)
  • Resultado da execução orçamentária (até 100 pontos)
  • Análise da receita e da despesa, resultado financeiro, resultado primário, liquidez imediata, precatórios (até 75 pontos cada)
  • Taxa de investimento e percentual de cancelamento da dívida ativa (até 50 pontos cada)
  • Divulgação de receitas e despesas em tempo real
i-Educ (educação)
  • Quantas escolas oferecem creche, pré-escola e anos iniciais, com auto de vistoria do bombeiro vigente e reparos em dia (até 75 pontos)
  • A prefeitura levantou quantas crianças precisavam de creche e de pré-escola? (até 50 pontos cada)
  • Qual o desempenho dos alunos do 5º ano no SAEB?
  • As metas do Plano Municipal de Educação estão sendo atingidas no prazo?
  • Há ações de monitoramento da taxa de abandono?
i-Saúde (saúde)
  • Cobertura do Calendário Nacional de Vacinação (até 100 pontos)
  • Situação dos estabelecimentos de saúde sob gestão municipal (até 100 pontos)
  • Total de equipes de saúde da família e de atenção primária
  • Funções do sistema de gestão de estoque de materiais e insumos
  • O município usa sistema informatizado para gerir o estoque de medicamentos?
  • O município investiga casos, surtos e óbitos por arboviroses?
i-Amb (meio ambiente)
  • Todas as regiões do município têm coleta seletiva? (até 100 pontos)
  • Dados de abastecimento de água e esgotamento sanitário
  • Forma de processamento dos resíduos
  • As metas do plano de resíduos sólidos e do plano de saneamento estão sendo cumpridas no prazo?
  • Ações preventivas para períodos de estiagem; educação ambiental na rede escolar
i-Cidade (cidades protegidas)
  • O município mapeou, por conta própria, as principais ameaças do território? (até 200 pontos)
  • Avaliou a estrutura de escolas e unidades de saúde para uso em desastre? (até 100 pontos)
  • Faz simulados regulares do plano de contingência (PLANCON)? (até 80 pontos)
  • Possui PLANCON, sistema de alerta, alarme, canal de emergência e registro eletrônico de ocorrências?
i-Gov TI (governança de tecnologia)
  • Quais serviços a prefeitura oferece online? (até 120 pontos)
  • Qual o nível de integração entre dívida ativa e contabilidade? (até 50 pontos)
  • Há Política de Segurança da Informação formalmente instituída e de cumprimento obrigatório? (até 50 pontos)
  • A prefeitura possui PDTIC vigente, com diretrizes e metas? O que ele contempla? Em que endereço eletrônico está publicado? (até 40 pontos cada parte)
  • Há softwares para gestão de processos? A LAI está regulamentada?
  • O termo de responsabilidade trata do uso de assinatura eletrônica?
  • Em que etapas o pessoal de TI participa (por exemplo, das contratações)?

Veja todas as perguntas comentadas no Guia do IEGM

O IEGM em números: 84,5% das prefeituras paulistas estão em C ou C+

0 municípios com A no IEGM geral (exercício 2024)
82,8% dos municípios com C no planejamento
38 municípios com A em tecnologia, a dimensão com mais notas A
Distribuição das notas dos 644 municípios paulistas por dimensão e no IEGM geral (exercício 2024) Gráfico de barras horizontais empilhadas mostrando a quantidade de municípios paulistas nas faixas A, B+, B, C+ e C para o IEGM geral e para as sete dimensões no exercício 2024. No IEGM geral: 0 em A, 3 em B+, 97 em B, 261 em C+ e 283 em C. Faixa AFaixa B+Faixa BFaixa C+Faixa C IEGM geralIEGM geral | Faixa B+: 3 municípios (0.5%)B+:3IEGM geral | Faixa B: 97 municípios (15.1%)97IEGM geral | Faixa C+: 261 municípios (40.5%)261IEGM geral | Faixa C: 283 municípios (43.9%)283i-Plani-Plan | Faixa A: 2 municípios (0.3%)A:2i-Plan | Faixa B+: 10 municípios (1.6%)B+:10i-Plan | Faixa B: 51 municípios (7.9%)51i-Plan | Faixa C+: 48 municípios (7.5%)48i-Plan | Faixa C: 533 municípios (82.8%)533i-Fiscali-Fiscal | Faixa B+: 50 municípios (7.8%)50i-Fiscal | Faixa B: 344 municípios (53.4%)344i-Fiscal | Faixa C+: 128 municípios (19.9%)128i-Fiscal | Faixa C: 122 municípios (18.9%)122i-Educi-Educ | Faixa B+: 35 municípios (5.4%)35i-Educ | Faixa B: 244 municípios (37.9%)244i-Educ | Faixa C+: 196 municípios (30.4%)196i-Educ | Faixa C: 169 municípios (26.2%)169i-Saúdei-Saúde | Faixa B+: 61 municípios (9.5%)61i-Saúde | Faixa B: 343 municípios (53.3%)343i-Saúde | Faixa C+: 162 municípios (25.2%)162i-Saúde | Faixa C: 78 municípios (12.1%)78i-Ambi-Amb | Faixa B+: 19 municípios (3.0%)B+:19i-Amb | Faixa B: 102 municípios (15.8%)102i-Amb | Faixa C+: 108 municípios (16.8%)108i-Amb | Faixa C: 415 municípios (64.4%)415i-Cidadei-Cidade | Faixa A: 17 municípios (2.6%)A:17i-Cidade | Faixa B+: 57 municípios (8.9%)57i-Cidade | Faixa B: 76 municípios (11.8%)76i-Cidade | Faixa C+: 81 municípios (12.6%)81i-Cidade | Faixa C: 413 municípios (64.1%)413i-Gov TIi-Gov TI | Faixa A: 38 municípios (5.9%)38i-Gov TI | Faixa B+: 86 municípios (13.4%)86i-Gov TI | Faixa B: 104 municípios (16.1%)104i-Gov TI | Faixa C+: 96 municípios (14.9%)96i-Gov TI | Faixa C: 320 municípios (49.7%)320
Dimensão A B+ B C+ C A ou B+ C ou C+
IEGM geral03972612833 (0,5%)544 (84,5%)
i-Plan210514853312 (1,9%)581 (90,2%)
i-Fiscal05034412812250 (7,8%)250 (38,8%)
i-Educ03524419616935 (5,4%)365 (56,7%)
i-Saúde0613431627861 (9,5%)240 (37,3%)
i-Amb01910210841519 (3,0%)523 (81,2%)
i-Cidade1757768141374 (11,5%)494 (76,7%)
i-Gov TI388610496320124 (19,3%)416 (64,6%)

Entre o exercício 2023 e o exercício 2024, 60 municípios saíram da faixa C, e os municípios em B ou B+ passaram de 78 para 100. A melhora existe, mas a faixa A continua vazia.

Leia o estudo completo

O que o Tribunal reconhece como boa prática

O TCESP mantém um catálogo com 22 boas práticas do IEG-M, cada uma apresentada em vídeo pelo Núcleo de Boas Práticas. A Ana Smart transcreveu e analisou os 22 vídeos e cruzou os municípios com a base do índice. O que se repete não é uma ferramenta, é um método: meta, prazo, responsável e status; plano ligado ao orçamento; base legal; dado compartilhado entre áreas; publicação ativa.

i-Gov TI Cesário Lange

PDTI com metas, prazos, responsáveis e monitoramento

Resultado declarado pelo TCESP: i-Gov TI A de 2020 a 2023
i-Gov TI Presidente Venceslau

Equipe concursada paga por receitas dos próprios sistemas

Resultado declarado pelo TCESP: Mais de R$ 352 mil de receita contra cerca de R$ 197 mil de despesa com a equipe, jan. a jul. 2025
i-Gov TI Pedreira

Serviços digitais contratados por pregão e planejados no PPA, LDO e LOA

Resultado declarado pelo TCESP: i-Gov TI A de 2022 a 2024
i-Saúde Bastos

Regulação descentralizada com monitoramento

Resultado declarado pelo TCESP: Perda primária de 2,87% para 0%
i-Plan Santos

Ouvidoria com inteiro teor público e pesquisa de satisfação

Resultado declarado pelo TCESP: 97% das ocorrências respondidas no prazo
i-Cidade Alto Alegre

Plano de contingência com simulados e abrigos

Resultado declarado pelo TCESP: De C para A no i-Cidade
i-Fiscal Itirapina

Acompanhamento do valor adicionado para o índice do ICMS

Resultado declarado pelo TCESP: Índice de participação 97% maior desde a implantação

Além do catálogo em vídeo, na cerimônia de 10 anos do IEG-M (TCESP, 13/10/2025), Pindamonhangaba esteve entre os 23 municípios lembrados por boas práticas, município no qual Danilo Velloso foi secretário de tecnologia. A notícia não informa a qual prática se refere.

Aviso do TCESP: Segundo o TCESP, a seleção de boas práticas não garante notas altas no IEG-M nem interfere na apreciação das contas. A implementação é critério de cada município.

Leia: o que as 22 boas práticas do TCESP ensinam

SIAFIC: a obrigação que o IEGM mede sem nomear

Desde 1º/1/2023, toda prefeitura deve usar um sistema único e integrado de orçamento, finanças e contabilidade, o SIAFIC, compartilhado com a Câmara. O questionário do IEGM não cita o SIAFIC, mas ao menos 55 quesitos testam o que o Decreto nº 10.540/2020 exige: integração com a contabilidade, controle de acesso, transparência em tempo real, política de segurança e backup. Nas respostas do exercício 2024, só 136 dos 644 municípios paulistas, 21,1%, passam nos cinco sinais mínimos.

21,1% 21,1% dos municípios paulistas passam nos cinco sinais mínimos do SIAFIC (Ana Smart, IEG-M 2025, exercício 2024)
Aviso importante: O teste é da Ana Smart, não do TCESP. Não é nota, ranking nem certificado. O IEGM é autodeclarado, e os cinco sinais são o mínimo que ele permite observar.

Por que a nota não melhora só com o questionário

Existe no mercado público brasileiro uma indústria de assessoria especializada que se resume a instruir a prefeitura a preencher o questionário anual de forma mais inteligente ou conveniente. Essa abordagem, contudo, gera um risco jurídico gravíssimo para o gestor.

O questionário do IEGM possui natureza estritamente declaratória, mas as notas divulgadas pelo tribunal são provisórias. O órgão de controle realiza fiscalizações físicas surpresa em amostragem de municípios todos os anos. Nessas auditorias, as equipes do tribunal exigem a apresentação imediata do lastro documental que justifica as respostas enviadas no início do ano.

Se o município respondeu positivamente a itens de governança (por exemplo, possuir planos de auditoria ativa ou mapeamento de vulnerabilidade) sem que haja uma estrutura formalizada em operação no dia a dia, a prefeitura é exposta a apontamentos graves de inconsistência documental e maquiagem de dados.

Os dois quesitos de maior peso do i-Plan, 250 pontos cada, são calculados pelo Tribunal. Não há resposta que os resolva sem metas mensuráveis no PPA, na LDO e na LOA.

Até o PDTI que o TCESP usa como referência tinha o link declarado ao IEG-M fora do ar. Plano bom e plano acessível são coisas diferentes.

A conclusão é inequívoca: quem se limita a monitorar o questionário do IEGM entrega um relatório burocrático e vai embora, mas o município continua sozinho com o desafio diário de governar. Para evoluir a nota de forma sólida e defensável, cada resposta boa do questionário precisa estar suportada por uma estrutura administrativa real: um plano aprovado, um comitê ativo, uma contratação fundamentada na Nova Lei de Licitações e dados em circulação integrada entre as pastas.

Método Ana Smart e DIRECITY GOV

O nosso posicionamento é claro: a nota do IEGM não é o ponto de partida de uma prefeitura eficiente. Ela é a consequência natural de um plano integrado de governança municipal. O método Ana Smart de evolução do IEGM atua em quatro movimentos contínuos:

1
Diagnosticar Carga automatizada de dados oficiais do município direto de fontes públicas (AUDESP, SICONFI) para identificar onde estão os gargalos em cada uma das sete dimensões antes do início do ano de referência.
2
Planejar Elaboração e acompanhamento de planos de ação transversais, com destaque para a formalização do PDTIC, gerando tarefas e metas distribuídas entre as secretarias com prazos objetivos.
3
Executar Desenho de projetos e parcerias e de contratações públicas sob a égide da Lei 14.133 por meio de nossa Fábrica de Projetos, atrelados ao plano, e captação de recursos e emendas parlamentares estruturadas para o financiamento das ações de infraestrutura.
4
Provar Organização centralizada de um repositório seguro de evidências documentais das ações concluídas. O município responde ao questionário com anexos, links e decretos comprobatórios prontos, blindando a prefeitura contra fiscalizações surpresa in loco.

O DIRECITY GOV busca dados em fontes oficiais (IEGM, ATRICON, plano de governo, SIAFIC, SUS Digital, LGPD, ODS), simula a nota nas sete dimensões, conduz a elaboração dos planos com validação dos envolvidos e organiza as evidências quesito a quesito. O resultado é um plano que vira rotina, com meta, prazo, responsável e status, e não um documento que fica na gaveta. A plataforma não substitui a decisão do município nem o parecer da procuradoria.

Calendário e obrigações

Separe três datas: o exercício avaliado, o prazo de resposta e o nome da edição. No TCESP, os questionários do exercício 2025 tinham prazo até 31/03/2026, e o Tribunal alterna os rótulos "IEG-M 2025" e "IEG-M 2026" para esse mesmo exercício. Segundo o Comunicado Audesp nº 10/2026, de 25/03/2026, a falta de resposta impede a emissão do recibo de entrega das contas anuais.

Materiais

Guia do IEGM (PDF e web)

O que é, cálculo, perguntas por dimensão, calendário, erros que custam pontos.

Estudo IEGM: panorama e boas práticas (PDF e web)

644 municípios, alcance nacional, 22 práticas do TCESP.

Guia e Estudo do SIAFIC

O que o Decreto nº 10.540/2020 exige, os 55 quesitos que cruzam com o IEGM e os dados dos 644 municípios paulistas.

Perguntas frequentes

O que é o IEGM?

É o Índice de Efetividade da Gestão Municipal, indicador anual dos Tribunais de Contas que mede a efetividade da prefeitura em sete áreas, combinando questionário e dados oficiais.

IEGM e IEG-M são a mesma coisa?

Sim. O TCESP usa IEG-M; o IRB e outros Tribunais usam IEGM.

Quais estados aplicam o IEGM?

No exercício 2024, o portal do IRB registra AC, AL, AM, AP, BA, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PB, PI, RJ, RO, SC, SE e a capital de SP. O TCESP avalia os 644 demais municípios paulistas, e o TCE-RN informa que também apura o índice.

Quem criou o IEGM?

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O índice foi lançado em 2014, com primeiros dados consolidados em 2015, e levado aos demais Tribunais pela Rede Indicon do IRB a partir de 2016.

Quais são as sete dimensões?

i-Educ, i-Saúde, i-Plan, i-Fiscal, i-Amb, i-Cidade e i-Gov TI.

Como a nota é calculada?

Cada dimensão vale até 1.000 pontos; a nota geral pondera as sete (20% para educação, saúde, planejamento e fiscal; 10% para meio ambiente; 5% para defesa civil e tecnologia). As faixas vão de A (90% ou mais e cinco dimensões em A) a C (menos de 50%).

Como conseguir nota A no IEGM?

É preciso 90% da nota máxima e ao menos cinco dimensões em A. Nenhum município paulista chegou lá no exercício 2024. O caminho passa por planejamento com metas mensuráveis ligadas ao orçamento e por não descuidar das dimensões de menor peso.

O que o questionário pergunta?

Perguntas sobre planos, estrutura, processos e serviços, como "a prefeitura possui PDTIC vigente?", "todas as regiões têm coleta seletiva?" e "o município mapeou as ameaças do território?". O Guia traz as de maior peso em cada dimensão.

É obrigatório responder?

Sim, nos Tribunais que aplicam o índice. No TCESP, a falta de resposta impede o recibo de entrega das contas anuais e pode constar em certidões.

Qual o prazo?

Depende do Tribunal. No TCESP, o prazo dos questionários do exercício 2025 terminou em 31/03/2026.

Nota baixa gera punição?

O IEGM não é o julgamento das contas, mas os resultados e as falhas encontradas são usados na fiscalização e podem aparecer no relatório das contas anuais. Descumprir mínimos constitucionais rebaixa a nota da dimensão.

Dá para melhorar a nota em um ano?

Os itens que dependem de plano, ato e publicação podem ser resolvidos dentro do exercício. Os indicadores calculados pelo Tribunal dependem de resultado e levam mais tempo.

O que é o i-Gov TI?

A dimensão de governança de tecnologia: PDTIC, política de segurança da informação, sistemas, integração, serviços online e Lei de Acesso à Informação. É a dimensão paulista com mais notas A (38 municípios no exercício 2024).

Seguir uma boa prática do TCESP garante nota alta?

Não. O próprio Tribunal avisa que a seleção não garante notas altas nem interfere na apreciação das contas. A prática é referência de método.

O IEGM avalia o SIAFIC?

Não pelo nome, mas ao menos 55 quesitos testam condições do Decreto nº 10.540/2020, sobretudo nos blocos 3 e 8 do i-Gov TI. Veja o guia do SIAFIC.

Saiba o que o Tribunal vai ver antes do Tribunal

Um diagnóstico do seu município nas sete dimensões, com os quesitos que mais derrubam a nota e a ordem de ataque.